2012
jan
31
Institucional

Festa de São João Bosco é comemorada pelos católicos

Hoje, 31 de janeiro, comemoramos Festa de São João Bosco (1815 – 1888), conhecido também como Dom Bosco.  A festa é um momento de reflexão para relembrar a vida do sacerdote católico italiano, sendo fundador da Pia Sociedade São Francisco de Sales e canonizado em 1934. Foi aclamado pelo Papa João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude” ou “Santo dos Jovens”.

Dom Bosco, era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração.

A escolha de 31 de janeiro se deve a sua passagem da terra. Abaixo segue a mensagem do reitor-mor dos Salesianos, Eugenio Fizzotti sobre este momento:

ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro, 2012 (ZENIT.org) .- “No coração do Antigo Testamento está o chamado de Deus a Moisés, no dia da sarça ardente. O Senhor no livro do Êxodo (3, 7-8) disse: “Eu vi a aflição do meu povo no Egito e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores; porque conheço os seus sofrimentos. Desci para liberá-lo das mãos do Egito e para fazê-lo sair deste país a um país belo, e dizendo os quatro verbos: “Eu vi … Eu ouvi … eu conheço …, eu desci para resgatá-lo”, mostrou de forma clara e significativa a paternidade perfeita, expressão de não-abandono dos seus filhos.”

A partir desta consideração Pe. Pascual Chávez Villanueva, Reitor-Mor dos Salesianos, em uma mensagem enviada a todos os seus irmãos e membros da Família Salesiana (cooperadores, ex-alunos, voluntários, congregações femininas fundadas pelos salesianos em várias partes do mundo) coloca bastante em evidência que Dom Bosco foi chamado a encarnar a paternidade de Deus no nosso tempo, o que significa que “vivia e trabalhava em um período de rápidas transformações epocais, sobretudo na área social e eclesial. Em particular, acelerou-se o processo iniciado com o Iluminismo, que terminou com a societas cristã, através do triunfo das ideologias agnósticas e anti-cristãs, a ostensiva incompatibilidade entre razão-ciência e fé, o progressivo afastamento das classes médias e populares das instituições eclesiais (mais rápido na cidade, gradualmente, na zona rural). Na Itália, a questão romana abriu uma grave ferida na alma dos fiéis.

Sob a pressão da inteligência secular anti-clerical e da burguesia empreendedora, que com a arma da editorial orientava a opinião pública e os estilos de vida, as novas gerações, gradualmente formadas em uma escola progressivamente agnóstica, ficavam desorientadas, presas fáceis de idéias e costumes cristãos. Ao mesmo tempo surgiam pobrezas novas, grandes migrações internas e externas, desenraizamentos culturais, exploração do trabalho e decadência moral das classes mais pobres.”

Consciente de que a missão
confiada pelo Senhor era aquela de salvar os jovens, Don Chávez lembrou que em um contexto histórico caracterizado por traumas e tensões sociais Dom Bosco entrou “amorosamente e criativamente no seu tempo, vivendo todos os acontecimentos com participação muitas vezes dolorosa, convencido de que a graça de Deus é mais forte do que qualquer obstáculo humano e sustenta eficazmente aqueles que trabalham para difundir o Reino de Cristo nos corações. “É por isso que a situação dos jovens pobres que encontrou na Turim dos anos 40 e 50 do século XIX, estimulou e orientou operacionalmente a sua sensibilidade educativa, o seu zelo pastoral e os seus dons naturais que o levaram a realizar um discernimento em função pró-ativa e preventiva , dando origem não só às iniciativas em sintonia com as necessidades e gostos dos tempos e dos jovens, mas elaborando “respostas adequadas e eficazes (porque de longo alcance e fruto do discernimento e da genuína caridade) para
novos problemas, novos desafios, novas necessidades, novos ataques “satânicos”, a partir de uma fé fortíssima, de uma esperança firme, de uma doação absoluto a Deus e aos irmãos, de uma liberdade interior fruto de
purificação e desprendimento de si.”

Para colaborar na sua lição de esperança e de coragem Dom Bosco convidou alguns dos meninos que freqüentavam o Oratório de Valdocco para escolher o sacerdócio e a vida religiosa, e assim deu origem à Congregação Salesiana, que, lentamente e bravamente, se espalhou pelo mundo, comprometidos a realizar iniciativas educativas especialmente relevantes com uma clara marca religiosa.

 Atualmente, e o Reitor-Mor o tem anunciado no final dos trabalhos do Conselho Geral, realizado há poucos dias atrás, os salesianos no mundo são um total de 16.000. O número total é composto por 15.439 professos (há um ano eram 15 162), aos quais se acrescentam 414 noviços (no ano passado eram 481) e 121 bispos; no cálculo não está considerado Dom Daniel Sturla, nomeado Bispo Auxiliar de Montevidéu no 10 dezembro, mas ainda não consagrado.

Sabendo que os Salesianos podem ser sacerdotes ou leigos (chamados “coadjutores”), temos que no âmbito de quem já professou os votos perpétuos os salesianos coadjutores são 1609 (1664 no ano passado), enquanto que os padres salesianos são 10.433 (10.503 há um ano atrás).

Embora haja uma diminuição no número dos irmãos nota-se um crescimento global do número de salesianos na Regional Sul da Ásia, Leste da Ásia, Oceania e África-Madagascar. E, sobre os noviços, as Inspetorias que tem o maior número são quase todas Asiáticas: Índia-Guwahati 24, a Indonésia-Timor Leste 21, o Vietnã 20, A África Central 22.

As obras salesianas erigidas canonicamente no mundo são 1823, enquanto há 142 presenças ainda não erigidas canonicamente. Os países em que trabalham os Filhos de Dom Bosco tornaram-se 131 em 2011, um a mais que em 2010, devido à separação do Sudão em dois países separados, Norte e Sul do Sudão, onde os salesianos já estavam presentes com
algumas obras.

Enquanto no 2011 o número das Inspetorias e das Visitadorias manteve-se inalterado (são 89), na reunião do Conselho Geral do janeiro de 2012 foi criada a nova Inspetoria da Índia-Silchar e nos próximos meses haverá uma reorganização da Circunscrição Especial Europa do Leste.

É interessante também saber que a Inspetoria com o maior número de salesianos – 520 entre professos e noviços – é aquela original de Don Bosco, a Circunscrição Especial Piemonte-Vale de Aosta, enquanto a Inspetoria da Hungria tem apenas 37 irmãos. E é também significativo saber que o primado da presença dos salesianos ​​por nações individuais é da Índia com 2537 irmãos, enquanto na Namíbia são apenas 2, onde estão presentes há apenas 15 anos.

Publicado por Católica do Tocantins

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